sábado, 3 de julho de 2010

"Miséria da modernização"

Hi there,
   Crescer. Este tem sido o lema do mundo e de suas gentes. Tanto, que nas últimas décadas, não se pensa mais nas conseqüências desse tal “crescimento”.
   No Brasil, não é difícil falar sobre essas conseqüências. Há décadas, o país vem mantendo elevadas taxas de crescimento, estando entre as maiores do mundo. Isso acontece devido ao processo de modernização brasileira, que teve como principal via de modernização as indústrias. Essas indústrias deram um novo aspecto para a economia, possibilitando a partir delas, uma relação campo-cidade. Com a industrialização, causada pela modernização, os complexos rurais saem de campo para dar lugar aos complexos agroindustriais – que se desenvolvem em torno de cadeias produtivas –, transformando as fazendas rurais em verdadeiras empresas rurais, dotadas de tecnologia e que usam maquinários para se obter uma alta produtividade. Em detrimento dessa tal inovação no campo, os trabalhadores rurais perdem seu espaço para as máquinas, gerando o êxodo rural. Eles enxergam as cidades então como uma promessa de sobrevivência e como única saída para o desemprego no campo. Isso tudo, gera um unânime (e desigual) processo de urbanização, tendo um aumento significativo na população urbana em relação à rural. E com esse aumento da população urbana, surgem os problemas: a pobreza, a fome, o desemprego, a miséria. Tudo isso, devido ao estúpido processo deficiente de modernização brasileira. E como sempre, os culpados de tudo isso não são os políticos ou as elites: é a própria população pobre!
   Enquanto isso, no cenário que a modernização atua como protagonista, as indústrias emergem constantemente de uma forma inevitável, e com elas, trazem a necessidade de uma alimentação energética para manter os níveis nacionais de produção. É quando surgem as mais variadas formas de geração de energia, desde as renováveis até as fontes não-renováveis. Com o intuito de sempre produzir mais e gastar menos, para manter suas riquezas e seus luxos, os grandes empresários nunca optam pelo caminho renovável, que é inesgotável, reaproveitável e sustentável para a natureza.
   No âmbito geográfico brasileiro, isso não seria difícil: sua diversidade climática – sol intenso, chuvas, ventos e muita água – possibilitaria uma grande produção de energia. Mas a falta de consciência faz do consumo de energia uma simples atividade corriqueira, aumentando cada vez mais a emissão de tóxicos no meio ambiente, agravando o impacto ambiental e caminhando sem freios rumo ao aquecimento global.
   A modernização, a industrialização, as inovações, os impactos, o crescimento, toda essa conjuntura nos leva a uma simples pergunta: Qual é a solução de tudo isso? O que sei, é que “mais do que máquinas, precisamos de humanidade.” 
Hugs <3

Um comentário:

  1. Oiie, gostei do texto. Bem realista, pena que é uma realidade que nem sempre percebemos. "O que sei, é que “mais do que máquinas, precisamos de humanidade.” " Concordo totalmente com isso. Beijo!

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